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Diogo Granja

50cloud - Inventário permanente

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Quem está obrigado a adotar o Sistema de Inventário Permanente?

As empresas que ultrapassem dois dos três limites seguintes:

  • Balanço – 350.000€
  • Vendas Líquidas – 700.000€
  • Nº médio de empregados – 10

Quem está isento da obrigatoriedade de adoção do Sistema de Inventário Permanente?

  • As Microentidades;
  • Agricultura, produção animal, apicultura e caça;
  • Silvicultura e exploração florestal;
  • Indústria piscatória e aquicultura;
  • Pontos de venda a retalho que, no seu conjunto, não apresentem, no período de um exercício, vendas superiores a 300.000€ nem a 10% das vendas globais da respetiva entidade;
  • Prestação de serviços, considerando-se como tais as que apresentem, no período de um exercício, um custo das mercadorias vendidas e das matérias consumidas que não exceda 300.000€ nem 20% dos respetivos custos operacionais.

Quando entra em vigor?

As empresas abrangidas por esta obrigatoriedade deverão garantir o cumprimento do Sistema de Inventário Permanente a partir de Janeiro de 2016.

 

Inventário Permanente na aplicação

O método de inventário permanente é definido na ficha da empresa (área de sistema).

Além disso deverão ser classificados os artigos para que seja possível uma correta contabilização do custo das mercadorias vendidas e matérias consumidas.

Em relação aos artigos do tipo composto/fabricado, poderá ser definida a ponderação do custo por quantidade ou por quantidade e preço, aquando decomposição do artigo.

Caso a empresa esteja em sistema de inventário permanente, após exportação dos documentos para a contabilidade, estes ficarão bloqueados. Embora possam ser editados não poderão ser regravados.

De acordo com o ofício nº 052/15 da Comissão de Normalização Contabilística, “Tendo em vista o cumprimento do disposto no artigo 12º do Decreto-lei nº 158/2009, de 13 de julho, a aplicação do sistema de inventário permanente na escrituração comercial digráfica, pode basear-se em registos extra contabilísticos, os quais deverão identificar os bens quanto à natureza, quantidade e custos unitários e globais, suscetíveis de permitirem o controlo da correspondência entre os valores constantes dos registos contabilísticos e os valores apurados com base nas contagens físicas dos inventários.”

Através do relatório Valorização de movimentos de stock presente no menu Análise - Análise de stocks, será possível obter esta informação.

Detalhado por artigo: lista os movimentos de entrada e saída de stock artigo a artigo, podendo ser identificado o documento que originou cada movimento, bem como a quantidade movimentada e respetiva valorização (PCM à data do movimento).

Caso a categoria do artigo não esteja definida na ficha do mesmo, será assumida a categoria da família associada ou, caso esta não esteja também definida, a categoria do armazém.

Detalhado por categoria: movimentos de entrada e saída de stock agrupados por documento/categoria/tipo de movimento, tendo ainda em atenção a unidade do artigo movimentado. Ou seja, caso um documento apresente várias linhas de artigos, sendo todos eles da mesma categoria e tenham associada a mesma unidade de medida, apenas será apresentada uma linha para esse documento. A não ser que se trate de um documento que resulte em mais do um tipo de movimento de stock, como por exemplo a transferência de armazém. A valorização será de acordo com o PCM à data do movimento.

Resumido: conforme o próprio nome indica, trata-se de um relatório resumo dos movimentos de entrada e saída de stock agrupando por tipo de movimento (entrada ou saída), tipo de documento e categoria de artigo.

Antes de proceder à comunicação do seu inventário poderá executar o Diagnóstico de Inventário Permanente (menu Reporte) que tem por objetivo validar o stock detetando eventuais erros, permitindo que sejam efetuados os ajustes necessários antes da emissão dos dados para o inventário permanente.

Notas importantes:
Por vezes os documentos de compras são lançados na aplicação após registo das vendas dos artigos, não sendo por isso correta a valorização do stock.
A valorização das vendas é ainda afetada quando se converte por exemplo uma guia de compra em fatura, pois esta última irá influenciar o preço de custo médio do artigo. Além disso, existem variáveis para exportação da valorização de artigos para contabilidade, variáveis estas que irão refletir valores que necessitam ser calculados. Por todos estes motivos se recomenda a execução da rotina - menu Sistema - Utilitários - Recalcular custo das vendas

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Esta rotina irá reordenar os registos em stock tendo em atenção a data de movimentação, o tipo de movimento (entrada, saída, acerto) e ainda o nº do descritivo associado ao movimento bem como a numeração do documento que originou o movimento. Desta forma será possível obter uma valorização correta do stock.

Caso a empresa esteja em Sistema de Inventário Permanente não poderá registar documentos de acerto de stock nem tão pouco encerrar documento de inventário.

Caso haja necessidade de efetuar acertos ao stock deverá lançar essas quantidades como saídas por quebras ou entradas por sobras.

Ao tentar gravar um documento de acerto de stock ou ao encerrar documento de inventário, será apresentada a seguinte mensagem ao utilizador:

mceclip1.png

Ao encerrar uma contagem de stock, ainda que o sistema possa estar configurado para efetuar um reset de quantidades – emitir acerto de stock – será criado documento de entrada ou saída de stock, consoante as diferenças em questão.

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